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Entre Vinhos e Amores

O grande problema de Entre Vinhos e Amores não é repetir a fórmula de ter várias histórias falando de ao mesmo tempo, o grande problema do filme é que das três histórias de do filme, apenas uma tem diálogos interessantes e inspirados, já as outras duas não empolgam e até chegam a ficar cansativas.

E por isso mesmo que Entre Vinhos e Amores é um filme que não marca, pois as suas histórias de amor não empolgam, enquanto uma vive a incerteza da fidelidade no relacionamento, e conta isso para amiga que ela julga ter um relacionamento maravilhoso, a outra, uma mulher independente, discute os rumos dos relacionamentos com um homem bem mais velho, só que como as histórias não se ligam e fica num vai e vem entre elas nenhuma realmente chega a te pegar para o filme.

Mas agora você se pergunta qual delas é a interessante, bem a história entre

Um Dia

O grande problema de Um Dia é o vazio do roteiro, em que nenhum momento vai fundo na vida dos seus personagens, e cria uma história de e amizade sem a força necessária para durar tantos anos e emocionar ou final do filme. O que acaba se salvando no filme é uma bela fotografia de Londres e de Paris, e a presença sempre agradável da belíssima Anne  Hathaway.

A diretora  (Educação) até tenta repetir em Um Dia o sucesso com seu último, mas infelizmente ela não foi ajudada pelo roteiro do escritor , que adaptou seu próprio livro para o cinema. O roteiro me parece muito superficial, pois os dois personagens acabam se encontrando ano após anos, mas em nenhum momento parecem sofrer transformações significativas na personalidade, parecem exatamente

Incertezas

Incertezas com o sempre talentoso e a bela começa de uma forma muito atraente e com uma ideia, que apesar de batida, sempre me atrai nos filmes. Aquela coisa de brincar com o fato de que cada decisão que tomamos, apesar de todas as dúvidas, pode gerar um final diferente, já que nunca podemos realmente definir o nosso destino.

E a estética com que os diretores e montam o filme deixa tudo ainda mais atraente, pois para separar bem as histórias duas cores são usadas, em uma história o verde e outra o amarelo, assim em nenhum momento você fica confuso ou sem saber em qual trama você está. E a história que começa com uma simples moeda decide se eles vão para o Brooklyn com a família dela ou se ficam em Manhattan para festas de 04 de julho.

E então somos jogados a duas histórias bem diferentes, porém os problemas começam acontecer, perto da metade do filme

Toda Forma de Amor

Toda Forma de Amor foi um injustiçado aqui no Brasil, o filme do diretor foi direto para as prateleiras das locadoras, mas o sucesso do filme nas premiações pode até trazer o filme para algumas salas de cinema do Brasil (em Curitiba acho quase impossível), mas talvez seja um pouco tarde, uma vez que logo o filme já chega na televisão.

No filme o diretor Mike Mills tenta divagar sobre o que o amor, sobre quando sentimos o amor, os medos que o amor traz, o medo de se entregar a um novo amor, o medo da desilusão amorosa, a insegurança, a vida a dois, quando a curtição passa a virar relacionamento, quando relacionamento passa a virar casamento e, como diz o título, todas as formas de se amar. E para isso ele segue a vida de Oliver ( em ótima atuação) que viveu num lar onde o pai e a mãe viveram um distante, onde o pai (o espetacular ) assumiu a

A Pele Que Habito

Louco, insano, aterrorizante e espetacular são apenas alguns dos adjetivos que podemos usar no novo filme do diretor , A Pele que Habito, pois o diretor conseguiu mais uma vez de forma silenciosa criar um terror em cima de uma mulher, aliás, a especialidade do diretor é transformar a vida de mulheres em um inferno.

Muito do que o diretor conseguiu construir neste filme aconteceu pela coragem com que ele teve de abordar temas polêmicos, temas que vão da loucura ao sexo, do a traição, do possível ao improvável, mas sem nunca perder o equilíbrio na forma narrativa do filme, sem abusar do terror, sem querer impressionar o espectador com cenas chocantes, mas apenas provocar o terror com as imagens, o diálogo e com um roteiro forte e impactante.

Aliás o roteiro, que beira o absurdo de tão magnífico, usa a velha história do médico louco que é

Não Me Abandone Jamais

Never Let Me Go

Nao Me Abandone Jamais

Quando comecei a ver Não Me Abandone Jamais eu tinha certeza de que se trataria de um cheio de , mas um das vantagens de se ver um filme sem saber direito sua sinopse é o da surpresa, e eu me surpreendi positivamente com o filme, principalmente por ser uma ficção com muitas pontadas de e romance, mas sem nunca apelar para o máximo do melodramático.

Talvez o que possa afastar o grande público é uma certa lentidão em como a estória é narrada pela personagem de , mas o interesse sobre os motivos da vida, sobre o que vale a pena dentro da vida, seja ela breve ou não, são o grande trunfo do filme, já que aqui encontramos 3 crianças que foram concebidas para salvar a vida de outras pessoas.

O diretor consegue desde as primeiras cenas no colégio mostrar firmeza na forma de como contará a história de uma sociedade que pode curar qualquer pessoa, qualquer doença, mesmo que para isso precise

Sedução

Sedução tem uma ideia muito bacana, mas a lentidão e uma história sem muitos momentos de emoção tornando o filme cansativo e desinteressante.

Apesar do esforço de (Mrs. G), (DI) e (Fiamma) o filme realmente não decola, pois a diretora deixa os melhores momentos do filme para o final, repetindo muitas passagens diversas vezes, fazendo com que a estória ficasse dando voltas no mesmo lugar, sem progredir e olha que mesmo assim o filme tem momentos de muito interesse e que te prende a atenção, graças as atrizes, inspiradas e envolvidas com a estória, aqui vale uma ressalva a María Valverde, em minha opinião ótima.

A relação entra a professora. G, Di e Fiamma tem muita tensão, ciúmes, inveja e até certa paixão doentia, deixando claro

Amelia

Está aí um filme que eu esperava muito mais, principalmente por ter no elenco a grande e por ser baseado na história de uma aviadora, uma pioneira, Amelia Earhart.

Porém, infelizmente, nem todo o talento de Hilary Swank e nem todo o cuidado técnico (fotografia, trilha e figurino perfeitos) conseguiram tirar o filme de certa apatia, sem em nenhum momento chegar a um ápice dentro da história, e olha que temos vários momentos para isso.

Acredito que cinebiografias são complicadas por tratar anos da vida de alguém em poucas horas, mas aqui vejo o mesmo problema que vi em Coco Antes de Chanel, pois parece que em alguns momentos o filme chega a dar mais ênfase

Ao Entardecer

Tem filmes que quando acabam você fica com aquela sensação estranha de dúvida, de não acreditar que o filme acabou daquela maneira. É complicado explicar, mas você fica com uma sensação de que faltou algo, que algo se perdeu e o filme acabou.

Em Ao Entardecer a sensação de que falta algo já começa na primeira meia hora de filme, pois a grande história de que lembra o filme todo, não empolga, não tem aquele grande amor, pois falta paixão. Logo que ela começa a lembrar a gente até fica curioso, mas isso se perde porque esperamos um amor único, e ele não vem.

E não é por culpa do elenco, um ótimo elenco feminino, mas sim do roteiro e do diretor que

Coco Antes de Chanel

Coco Antes de Chanel é um filme certinho, bonitinho e bem vestido, mas não passa disso.

A diretora Anne Fontaine fez um filme praticamente impecável na parte técnica, apoiada em um belíssimo figurino (indicado ao ), uma direção de arte de alto nível para um filme de época e uma belíssima fotografia, porém em nenhum momento a diretora e o seu roteiro, baseado no livro de Edmonde Charles-Roux, conseguem nos passar emoção ou certo afeto com a órfã Gabrielle Chanel ().

Talvez, em minha opinião, o maior problema do filme foi justamente não provocar emoções em quem assiste