Guerra ao Terror, apresar do péssimo nome que escolheram aqui no Brasil, é um grande filme, pois a diretora Kathryn Bigelow conseguiu com grande maestria construir um ambiente tenso e hostil desde que o filme começa, aliás, a primeira cena do filme já é uma boa amostra do que o filme nos reserva nos minutos seguintes.
O filme não é muito complexo, resumidamente é a vida de 3 rapazes do esquadrão anti-bombas. Este é o núcleo central do filme e é na relação destes 3 personagens com o terror, com o medo e com a morte que a diretora constrói de forma perfeita todo o filme.
A maior qualidade de Kathryn Bigelow foi a de não querer fazer um épico, um filme gigantesco, quis relatar (praticamente sem um grande roteiro) o dia a dia destes soldados e como cada um enfrenta seus Veja Mais… »
Após ver o filme Bastardos Inglórios eu cheguei a uma conclusão: chega de fazer filmes sobre a Segunda Guerra, gosto do tema, me interesso pela guerra, mas depois que a mente insana, louca, maníaca e completamente inexplicável (até para Freud) de Tarantino resolveu brincar com o tema, nada mais pode ser dito e feito no cinema.
Só a mente nada convencional de Tarantino poderia pegar um tema como a guerra e misturar com músicas de faroeste e muitas várias pitadas de seus antigos filmes a um tema tão polêmico. Assim, Tarantino pode ter construído sua grande obra-prima.
Só da cabeça de Tarantino poderia sair um filme como Bastardos Inglórios, e digo isso afirmando que é um dos melhores filmes do ano e que Tarantino fez jus ao seu talento e a fama de melhor diretor/roteirista/maluco do cinema atual. Bastardos Inglórios Veja Mais… »
Milagre em Sta. Anna me surpreendeu positivamente, mesmo com as várias críticas negativas que o filme de Spike Lee.
Spike Lee deixou seu radicalismo de lado, e mesmo mantendo seu tradicional foco – os negros na sociedade americana – o diretor consegue criticar o racismo, mas focar boa parte da trama na guerra e nos acontecimentos que cercam os 4 soldados americanos.
Um ponto a favor da trama é justamente isso, a crítica ao racismo e como os soltados negros eram tratados e pouco lembrados na segunda guerra está lá, mas de uma forma sutil (como o racismo infantil e inocente do menino) Veja Mais… »
Eu sei que temas como o Holocausto e Segunda Guerra estão batidos e até um pouco cansativos, porém sempre aparece um bom filme ali e aqui sobre o tema, entretanto não é o que vemos aqui em A Solução Final.
O filme é fraco, aliás, fraquíssimo. Esperava bem mais de um filme que deveria nos mostrar a verdadeira cara e a vida de Eichmann, considerado um dos mais cruéis nazistas capturados após a guerra, porém o filme não decola. Assim como Eichmann o filme é frio (faltam de cores e brilho) e sem alma, Veja Mais… »
Anne: Anything that makes people happy can’t be bad, can it?
Um Homem Bom é um filme preciso, exato, não é uma grande obra, mas ele consegue ser perturbador e ao mesmo tempo belo, principalmente pela seqüência final. Perfeita.
O filme do “brasileiro” Vicente Amorim volta à Alemanha pré-nazismo, uma Alemanha em recessão, um país vivendo o caos econômico após a Primeira Guerra, um país que não percebia que Hitler poderia ser o que foi. Um país que homens bons e descentes foram dominados por uma propaganda enganosa.
O filme retrata isso muito bem, a frase do cartaz e do comecinho do post dizem tudo, pois Anne na sua vontade de amor a sua pátria, do renascimento de uma nova Alemanha diz: “Uma coisa que faz as pessoas tão felizes não pode ser ruim, pode?”. Veja Mais… »
Como transformar uma história que todos sabem o final em um bom filme?!
Pegar um grande astro? Com certeza!
Pegar um diretor que já soube lidar com vários tipos de público, até fãs mais exigentes de quadrinhos?! Sim, uma ótima idéia!
Ter um roteiro que saiba trabalhar o que todos já sabemos?! Sim, fundamental. Muito mais essencial que os dois acima.
E se juntarmos os três? Bem, temos um bom filme, envolvente, bem escrito, bem dirigido e com um astro de prestígio, e sim, é isso que concluo de Operação Valquíria. Veja Mais… »
Sinopse: Alemanha, 2ª Guerra Mundial. Bruno, de 8 anos, é filho de um oficial nazista que assume um cargo em um campo de concentração. Isto faz com que sua família deixe Berlim e se mude para uma área desolada, onde não há muito o que fazer para uma criança de sua idade. Ao explorar o local ele conhece Shmuel, um garoto aproximadamente de sua idade que sempre está com um pijama listrado e do outro lado de uma cerca eletrificada. Bruno passa a visitá-lo frequentemente, surgindo entre eles uma amizade.
Título Original: The Boy in the Stripped Pyjamas Gênero: Drama País: EUA – Inglaterra Ano de Produção: 2008 Tempo de Duração: 94 minutos Lançamento no Brasil: 12/12/2008 Direção: Mark Herman Roteiro: Mark Herman, baseado em livro de John Boyne
Elenco: Asa Butterfield (Bruno), Jack Scanlon (Schmuel), Vera Farmiga (Mãe), David Thewlis (Pai), Cara Horgan (Maria), Amber Beattie (Gretel), Zac Mattoon O’Brien (Leon), Domonkos Németh (Martin), Henry Kingsmill (Karl), László Áron (Lars), Béla Fesztbaum (Schultz), Attila Egyed (Heinz), Rupert Friend (Tenente Kotler) e David Hayman (Pavel). ___________________________ O Menino do Pijama Listrado é um filme para chorar, como a grande maioria de filmes de guerra onde crianças são os personagens principais ou parte constante na história, porém o filme fica anos luz da força e do sentimento presente no livro. No livro a amizade entre Bruno e Schmuel é muito mais forte e muito mais sincera. Temos a clara impressão de que um tem no outro não só um amigo, mas uma fuga da realidade, pois um perdeu a vida que considerava perfeita (amigos, avós, a casa, etc.) e outro tem que fugir da dura realidade de um campo de concentração. No filme esta amizade deixa a desejar, talvez, o filme tenha ficado mais atento aos fatos da guerra, aos fatos da família e deixando a amizade dos dois, mais fraca. Para mim no livro fica claro que a amizade entre os dois é muito mais intensa que o relacionamento de Bruno com Gretel, sua irmã, porém mais uma vez, no filme isso não fica evidente, parece o mesmo tipo de amizade que ele tem com Schmuel, fria, distante e sem afinidade. Então, justamente por isso não funcionar como funcionou no livro, achei o filme, um filme comum que mostra como crianças, jovens e donas de casas eram jogadas no meio da Guerra, e só. Por estes motivos acho que o filme é menos doloroso e causa menos impacto que o livro. Não sei explicar o que não funcionou, pois o livro é fácil, simples e o roteiro pegou grandes cenas de impacto do livro, mesmo esquecendo-se de citar que Bruno não conseguia falar Auschwitz. Então, não sei se foi a língua, talvez em Alemão o filme fosse mais forte, mais real ou se foi o roteiro que não valorizou a amizade ou, ainda, se foram os atores ou diretor que não conseguiram nos passar isso, infelizmente, a única que nos consegue passar a dor e o arrependimento com a guerra é a mãe, sendo que o fim do filme só funciona pela boa interpretação da boa atriz Vera Farmiga. Ah! Pontos positivos, a boa fotografia, a boa atuação de Vera Farmiga e do pai David Thewlis. Se você não leu , não veja o filme, leia, pois sabemos que é difícil adaptar um livro para o cinema, e aqui eles ficaram anos luz de distância do que sentimos ao ler: tristeza, aflição e dor.
Até, André C.
Sinopse: Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.
Título Original: The Reader Gênero: Drama País: EUA/Alemanha Ano de Produção: 2008 Tempo de Duração: 124 minutos Lançamento no EUA: 10/12/2008 Lançamento no Brasil: 06/02/2009 Direção: Stephen Daldry Roteiro: David Hare, baseado em livro de Bernhard Schlink
Elenco: Kate Winslet (Hanna Schmitz), David Kross (Michael Berg – jovem), Ralph Fiennes (Michael Berg), Jeanette Hain (Brigitte), Susanne Lothar (Carla Berg) e Lena Olin (Rose Mather / Ilana Mather).
___________________________ Antes de eu sair por uns dias, fui ver este filme e achei péssimo. O filme não sabe se é Guerra ou Drama ou Romance. Aguentar a insuportável Kate Winslet na tela por duas horas foi complicado. E o Ralph Fiennes apático, sonolento e com preguiça.
Sinceramente me pergunto como concorreu ao Oscar de melhor filme, é chatíssimo do começo ao fim. E cá entre nós, SPOLIER, SPOLIER, só o piá que não percebeu que a Hanna não sabia ler, foi óbvio.
Esperava bem mais do filme, talvez se o tribunal tivesse sido maior… Ah! E Ralph Fiennes gravando as fitas K7 para a sua eterna amada foi cansativo e sonolento.
Não vou falar mais nada, para não cansar igual ao filme.
Abraços, Alexandre Q ___________________________ Gostei do filme, mas assim como escrevi sobre A Troca, é um bom filme e está muito longe de ser um grande filme, admito que concordo com algumas pessoas que dizem que o leitor roubou o lugar de Batman.
O filme tem como pano de fundo o Holocausto, mas o que ele quer tratar mesmo é o orgulho do ser humano. Os dois personagens precisam durante boa parte do filme lutar contra seu orgulho.
A personagem de Kate Winslet tem que assumir algo por causa do seu orgulho, porém ali vemos que o orgulho dela é maior que a vergonha que aconteceu, se é que naquele momento ela tinha vergonha do passado, pois o filme deixa claro que ela acreditava que aquilo era o certo, por ser simplesmente certo.
Já Michael tem que proteger o seu orgulho para não tentar salvar o seu primeiro amor, que naquele momento o magoou profundamente, mesmo sabendo que era o mais correto. Ali ele deixou o seu orgulho ser maior que a sua razão e por isso o vemos, já na pele de Ralph Fiennes, tentando se “desculpar” pelo passado.
Mas o filme realmente vale a pena pelas duas atuações magistrais de Kate Winslet e do ótimo David Kross.
No começo do filme achei a química dos dois um pouco forçada, mas para mim isto foi explicado muito bem, principalmente no tribunal, onde o ainda jovem e apaixonado Michael percebe que era apenas o Leitor, e que enquanto ele se apaixonou se entregou, ela apenas usou o garoto, mesmo que depois de mais idade tenha finalmente se apaixonado por ele.
Kate Winslet merece o Oscar pela cena do tribunal, soberba, impressionante e marcante. Obviamente, não podemos esquecer a força e a coragem desta atriz que praticamente deixa a beleza de lado, deixa o pudor de lado e se entrega de alma e corpo, e praticamente sem roupa, ao filme.
Li, no Adoro Cinema, que atrizes como Nicole Kidman e Juliette Binoche foram indicadas para o papel, mas o filme jamais seria o mesmo se fosse com elas, pois a força na tela, o físico e a falta total de meiguice ficaram perfeitas em Kate Winslet, as outras duas são grandes atrizes, mas não consigo enxergar, principalmente Nicole, como uma guarda de campo de concentração.
O filme seria bem melhor e mais forte, se o roteiro focasse mais no tribunal do que no romance dos dois, tem alguns momentos que fica desagradável a esposição exagerada de Kate Winslet e David Kross.
Falando em Kross, grande interpretação, assim como Kate Winslet sua cena do tribunal é marcante, e poderia, com muita maquiagem, ter feito o seu papel na idade mais avançada, já que Ralph Fiennes realmente está meio ausente, meio britânico demais para um Alemão.
Apenas um bom filme, com atuações soberbas.
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Sinopse: 2ª Guerra Mundial. Rachel Stein é uma linda cantora judia, que está escondida. Quando o local em que está é destruído por um bombardeio ela e um grupo de judeus decidem atravessar Biesbosch para chegar ao sul da Holanda, que já está livre da ocupação nazista. Entretanto o barco deles é interceptado por uma patrulha alemã, que mata todos a bordo com exceção de Rachel. A partir de então ela se une à resistência, adotando o nome de Ellis de Vries. Notando o interesse de um oficial alemão, ela se aproxima dele e consegue um trabalho. Enquanto isso a resistência elabora um plano para libertar um grupo de prisioneiros, onde a participação de Ellis será fundamental.
Título Original: Zwartboek Gênero: Drama/Guerra País: Holanda/Alemanha/Bélgica Tempo de Duração: 145 minutos Lançamento na Holanda: 12/09/2006 Lançamento na Alemanha: 10/05/2007 Direção: Paul Verhoeven Roteiro: Gerard Soeteman e Paul Verhoeven
Elenco: Carice van Houten (Rachel Stein / Ellis de Vries), Sebastian Koch (Ludwig Müntze), Thom Hoffman (Hans Akkermans), Halina Reijn (Ronnie), Waldemar Kobus (Günther Franken), Derek de Lint (Gerben Kuipers), Christian Berkel (General Käutner), Peter Blok (Van Gein) e Michiel Huisman (Rob).
___________________________ Adoro filmes sobre a Segunda Guerra, apesar do holocausto estar muito manjado, tento ver o máximo que posso sobre o tema, porém neste filme parece que falta alguma coisa, a guerra. OK! É um filme baseado em histórias verdadeiras, porém parece um filme de guerrilha e nada mais, passei boa parte do filme esperando Guerra, cenas vibrantes e algo fantástico, porém o filme se resume a espionagem e traição durante a guerra. Esperava bem mais, mas vale a curiosidade de um filme holandês sobre a ocupação daquele país.
Abraços, Alexandre Q. ___________________________ O diretor Paul Verhoeven, depois de alguns erros, consegue fazer um filme diferente e intimista sobre a resistência holandesa. E eu gostei muito do filme, principalmente da atuação verdadeira e forte da atriz Carice van Houten, a espiã do título. O filme, como disse o Alexandre, não fica preso na guerra,com cenas marcantes de duelos e combates, mas sim no ambiente interno dos Nazistas e das resistências, e que mostra claramente como algumas pessoas ficavam ricas vendendo informações e roubando. Um filme que mostra de tudo: as traições dentro dos nazistas e das resistências, a hipocrisia do povo pós-guerra e a luta pela sobrevivência de todos. Em um momento do filme, perguntam para Rachel Stein (Carice van Houten) se ela é capaz de tudo para sobreviver… Mostrando claramente que mesmo com os ideais corrompidos as pessoas queriam sobreviver e lutar pela liberdade. Um bom filme, mais uma ótima visão da Guerra que enche as telas do cinema e os livros, mas que sempre tem um algo a mais para contar.
Até, André
O Roberto Queiroz também já viu, clique e acesse a opinião dele no Claquete: Revista virtual de cinema
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