Arquivos para: Guerra

Amor e Ódio

Muita gente não consegue mais ver filmes ou sentir interesse sobre filmes que falam sobre a Guerra, é visível que o público já cansou ou precisa de alguma coisa nova sobre e o Holocausto, e junte a este fato a produção ser francesa, daí o interesse diminui ainda mais.

Porém quem tiver a chance de ver Amor e Ódio era se surpreender positivamente sobre um que mostra a Guerra, longe da Guerra, pois traz a França dominada pelos Alemães, dando bastante ênfase ao lado político da França de Vichy, liderada pelo Marechal Pétain (Roland Copé) e pelo vice-presidente Pierre Laval (Jean-Michel Noirey), onde os acordos para a rendição da França e para manter o “poder” tiveram que entregar mais de 10 mil judeus para os Nazistas.

E para mostrar o lado político influenciando na vida conhecemos algumas famílias judias que vivem

O Discurso do Rei

Ontem assisti ao O Discurso do Rei e apenas comprovei o que já tinha visto no trailer, O Discurso do Rei é um todinho feito para o . Não que isto tire seu brilho e sua qualidade, muito pelo contrário, pois o torna um excelente filme, muito bem feito,muito bem editado e com atuações primorosas que devem agradar em cheio aos votantes da academia.

Falar de O Discurso do Rei é falar dos 3 principais nomes do elenco: , Geoffrey Rush e . Todos concorrendo a Oscar do próximo domingo.

Sempre gostei de Colin Firth, se não é considerado um grande ator por boa parte da crítica, sempre fez bem seus papéis e deu qualidade, simplicidade e perdulariedades a eles. E aqui ele mostra seu talento ao interpretar praticamente 3 personagens diferentes: um pai

Entre Irmãos

Neste drama sobre a após as perdas da guerra o que mais merece destaque é a beleza e o talento incontestável da , a força do sempre imponente Sam Shepard e o talento das pequenas Bailee Madison e Taylor Geare.

Quem lê a sinopse do filme imagina um interessante drama familiar, mas o filme acaba indo para o lado mais fácil onde tenta simplificar a dor da perda e tenta criar um , uma fuga de duas pessoas que, em minha opinião, nunca surge na tela.

Sinceramente eu não consegui sentir aquela paixão entre os personagens de Natalie Portman e Jake Gyllenhaal, não que os dois não tenham atuado bem, muito pelo contrário

Patton, Herói ou Rebelde?

Muito tempo atrás queria ver Patton e sempre acabava alugando outro filme no lugar, depois que um amigo comentou sobre o filme eu resolvi finalmente deixar dela uma implicância com o filme e aluguei, e ainda bem que aluguei.

Falar que Patton não é um filme de guerra comum é chover no molhado, falar que está absolutamente perfeito e dono do personagem também não seria novidade nenhuma, mas a verdade é que Patton é um dos maiores já premiados, e falar dele sem falar de George C. Scott é impossível.

O filme é baseado na história do general George S. Patton, que foi odiado e amado por muitos. Uma pessoa diferente, que sabia o que queria, quem era e o que poderia fazer. Uma pessoa que antes

Um Ato de Liberdade

Um Ato de Liberdade é um bom filme, eu gostei, mas parece que faltou alguma coisa para ele ultrapassar a linha que separa os bons filmes sobre a e se tornar um filme marcante, épico.

O filme tem tudo que um filme sobre a segunda guerra precisa, uma ótima história verídica, um elenco em grande desempenho e uma trilha sonora de se tirar o chapéu, mas o Edward Zwick não ousou na direção.

Fiquei com a impressão clara que ao mesmo tempo em que Daniel Craig, Leiv Schreiber e Jamie Bell se esforçavam e davam uma atuação surpreendente ao filme, o diretor não ousava

Guerra Ao Terror

hurt_lockerGuerra ao Terror, apresar do péssimo nome que escolheram aqui no Brasil, é um grande filme, pois a diretora Kathryn Bigelow conseguiu com grande maestria construir um ambiente tenso e hostil desde que o filme começa, aliás, a cena do filme já é uma boa amostra do que o filme nos reserva nos minutos seguintes.

O filme não é muito complexo, resumidamente é a de 3 rapazes do esquadrão anti-bombas. Este é o núcleo central do filme e é na relação destes 3 personagens com o terror, com o medo e com a morte que a diretora constrói de forma perfeita todo o filme.

A maior qualidade de Kathryn Bigelow foi a de não querer fazer um épico, um filme gigantesco, quis relatar (praticamente sem um grande roteiro) o dia a dia destes soldados e como cada um enfrenta seus

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)

inglorious-bastards-Mélanie LaurentApós ver o filme Bastardos Inglórios eu cheguei a uma conclusão: chega de fazer filmes sobre a Segunda , gosto do tema, me interesso pela guerra, mas depois que a mente insana, louca, maníaca e completamente inexplicável (até para Freud) de Tarantino resolveu brincar com o tema, nada mais pode ser dito e feito no cinema.

Só a mente nada convencional de Tarantino poderia pegar um tema como a guerra e misturar com músicas de faroeste e muitas várias pitadas de seus antigos filmes a um tema tão polêmico. Assim, Tarantino pode ter construído sua grande obra-prima.

Só da cabeça de Tarantino poderia sair um filme como Bastardos Inglórios, e digo isso afirmando que é um dos melhores filmes do ano e que Tarantino fez jus ao seu talento e a fama de melhor /roteirista/maluco do cinema atual. Bastardos Inglórios

Milagre Em Sta. Anna

miracle-at-sta-anna-2008Milagre em Sta. Anna me surpreendeu positivamente, mesmo com as várias críticas negativas que o filme de Spike Lee.

Spike Lee deixou seu radicalismo de lado, e mesmo mantendo seu tradicional foco – os na sociedade americana – o diretor consegue criticar o racismo, mas focar boa parte da trama na e nos acontecimentos que cercam os 4 americanos.

Um ponto a favor da trama é justamente isso, a ao racismo e como os soltados negros eram tratados e pouco lembrados na segunda guerra está lá, mas de uma forma sutil (como o racismo infantil e inocente do menino)

A Solução Final – Eichmann

einchmann-filmeEu sei que temas como o Holocausto e estão batidos e até um pouco cansativos, porém sempre aparece um bom filme ali e aqui sobre o tema, entretanto não é o que vemos aqui em .

O filme é , aliás, fraquíssimo. Esperava bem mais de um filme que deveria nos mostrar a verdadeira cara e a vida de Eichmann, considerado um dos mais cruéis nazistas capturados após a guerra, porém o filme não decola. Assim como Eichmann o filme é frio (faltam de cores e brilho) e sem alma,

Um Homem Bom – Good

homem-bom-poster01 Anne: Anything that makes people happy can’t be bad, can it?

Um Homem Bom é um preciso, exato, não é uma grande obra, mas ele consegue ser perturbador e ao mesmo tempo belo, principalmente pela seqüência final. Perfeita.

O filme do “brasileiro” Vicente Amorim volta à Alemanha pré-nazismo, uma Alemanha em recessão, um país vivendo o caos econômico após a Primeira Guerra, um país que não percebia que Hitler poderia ser o que foi. Um país que homens bons e descentes foram dominados por uma propaganda enganosa.

O filme retrata isso muito bem, a frase do cartaz e do comecinho do post dizem tudo, pois Anne na sua vontade de amor a sua pátria, do renascimento de uma nova Alemanha diz: “Uma coisa que faz as pessoas tão felizes não pode ser ruim, pode?”.