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Feliz Que Minha Mãe Esteja Viva

O cinema francês talvez seja atualmente o melhor em criar dramas pessoais e familiares, pois mais uma vez vejo sair do cinema de lá um familiar muito bem construído, e se não é uma obra marcante, é um filme muito bem feito, muito bem construído e que surpreende de uma maneira geral.

O filme narra a busca de Thomas pela sua mãe que o abandonou junto com o irmão mais novo, este por não ter lembranças vive normalmente com os pais adotivos, mas Thomas em certo momento da vida resolve buscar a mãe que ele lembra e quer amar de alguma forma. Desta maneira parece um filme como outro qualquer, existem vários que tocam nisso, mas aqui tudo parece mais real, mesmo com exageros na forma de agir de Thomas, o filme parece ser mais sincero

Ao Vivo!

Totalmente sem querer comecei a assistir ao filme Ao Vivo, um filme com uma ideia muito interessante, com um bom elenco, mas que perdeu sua coragem com o decorrer do tempo e o acabou transformando em um filme comum, com certa tensão no ar é verdade, mas poderia ter sido mais ambicioso.

Cade vez mais vivemos em uma sociedade que se expõe, uma sociedade que gosta de saber da vida do outro, se não sou de assistir BBB ou programas similares, admito que uso , Twitter e Foursquare, ou seja, faço parte de uma sociedade que a cada dia mais usa ferramentas para estar em contato com outros, mesmo que depois de um tempo a gente diminua o uso de uma ou outra ferramenta, sempre estamos conectados no que acontece na vida dos outros. E se grande parte dos seres humanos já usam destes meios, obviamente que a TV não pode ficar fora e precisa aproveitar, por isso cada vez mais a TV do mundo todo vem se enchendo dos chamados Reality Shows, e é isso que o filme Ao Vivo! quer criticar, até onde o poder da mídia pode ir para influenciar pessoas, até onde podemos nos sujeitar para termos

A Invenção de Hugo Cabret

Até assistir A Invenção de Hugo Cabret eu tinha dúvidas se o cinema 3D poderia realmente ser uma reinvenção do cinema, mas depois desta belíssima obra de eu sei que o cinema 3D pode ser usado muito mais do que apenas querer dar sustos na plateia, o cinema 3D pode envolver a todos de uma forma magnífica e emocionante.

Ao contar uma fábula sobre o diretor francês , o pai dos efeitos visuais, o inventor na máquina de sonhos, Martin Scorsese conseguiu um efeito inédito no cinema 3D, pelo menos em mim, criar um filme que usou os efeitos para me transportar para dentro do filme, com uma belíssima fotografia e com efeitos 3D que privilegiam o roteiro antes de tudo, A Invenção de Hugo Cabret impressiona. Um filme que tira do roteiro uma fábula belíssima de um menino e uma menina que descobrem

Histórias Cruzadas

Qual foi o grande diferencial em Histórias Cruzadas que fez o filme um sucesso de público, de crítica e o fez ser lembrado até para o de em 2012? Uma pergunta simples, com uma resposta ainda mais simples, o ótimo elenco feminino encabeçado por uma inspirada Viola Davis.

História Cruzadas é um filme comum, como ele existem milhares de filmes, todo mundo já viu algum filme que volta ao Mississipi dos anos 60 e mostra a luta de negros contra o , e nestes filmes normalmente um branco, de bom coração e de razão, tenta mudar o rumo da história, aqui neste filme os negros são as empregadas domésticas de uma pequena cidade, onde o racismo é constante e comum.

O diretor e roterirista  tem um mérito importantíssimo para o sucesso do filme, não quis fazer de Histórias Cruzadas um filme inédito, algo novo e marcante, pegou o livro da escritora Kathryn Stockett e criou um filme seguindo a risca os filmes

A Árvore da Vida

Se algum amigo me perguntasse se eu recomendaria o filme A Árvore da Vida, com toda a certeza eu responderia que não, pois se trata de um delírio cinematográfico de um cineasta que tem o poder de fazer o que tiver vontade na tela, e desta maneira temos um filme de “autor” interessantíssimo, porém um pouco difícil e cansativo. Então para evitar problemas com os amigos eu deixaria eles por conta e risco, mas jamais recomendaria o filme do diretor .

Terrence Malick viaja por um mundo próprio onde ele divaga sobre o poder do Pai, seja ele , seja ele de corpo e alma como nossos pais. Divaga sobre até onde vai sua força, até onde devemos ser dominados pela autoridade daquele que chamamos de Pai. Mallick faz ao mesmo tempo um filme religioso e familiar, ao seguir uma família que em certos momentos acaba colocando em dúvidas se realmente seguir aquele que chamamos de Pai é o melhor que temos que fazer, se aqueles mandamentos nos fazem um ser humano melhor e se aquilo irá nos proteger a vida toda.

Seguir os mandamentos da sua igreja realmente de salvará dos problemas?

A Dama de Ferro

Que é fantástica todos nós já sabemos e que a cada novo filme ela nos surpreende também já sabemos, mas não é justo um roteiro com tanto material em mãos jogar toda a responsabilidade do filme nas mãos dela, mas mesmo assim mais uma vez ela deu conta do recado e é, sem sombra de dúvidas, a melhor parte de todo o filme A Dama de Ferro.

O roteiro, infelizmente, foca demais na vida atual da toda poderosa , que hoje vive isolada e combatendo o mal de Alzheimer, pois cria uma fantasia com alucinações para que ela possa relembrar os tempos de Primeira Ministra, porém estes desvaneios se alongam demais e deixam o melhor da vida da chamada dama de ferro em pequenos flashes, que para quem não viveu ou não conhece a história parecem confusos e nem tão importantes na história.

Estes desvaneios e o vai e vem da história só servem para mostrar mais uma vez o talento de Meryl Streep que merece,

Homens em Fúria

Homens em Fúria tem uma semelhança entre os dois atores principais, e , ambos precisam claramente de uma grande atuação para resgatar a carreira do marasmo em que caiu. Infelizmente no filme temos apenas momentos preciosos destes dois baita atores, mas ainda não é aquela atuação que relembre os bons tempos dos atores.

Aqui o Edward Norton vive Stone um prisioneiro que tenta sair da prisão e para isso precisa ser analisado por Robert De Niro, que é como um psicólogo da prisão, e principalmente para lá da metade do filme é que temos os grandes momentos destes dois atores e que salvam o filme de se tornar cansativo, pois eles travam interessantes guerras verbais ou jogos mentais em diálogos fortes e intensos, justamente quando eles trocam de lado, um começa a ter duvidas da vida e o outro começa a enxergar melhor o seu destino.

São nestes momentos que vemos um pouco do bom Robert De Niro, que ultimamente parece que tem feitos filmes apenas por fazer

50%

É praticamente impossível você construir um filme que fala sobre câncer e a possibilidade de morrer sem o filme se tornar um dramalhão daqueles, mas pelo incrível que pareça 50% chega até namorar algumas vezes o dramalhão fácil, mas em nenhum momento acaba assumindo este relacionamento e se torno um filme extremamente agradável, uma vez que mistura a risada com o choro em doses certas.

O produtor faz de seu primeiro filme como roteirista uma lição de vida, pois o filme é baseado na sua própria luta contra um câncer em que ele tinha apenas 50% de chance de viver (daí o título original 50/50 ) e por este motivo mesmo ele não deixa o roteiro ir para caminhos fáceis de emocionar a platéia e usa a sua experência para criar um filme inteligente, sensível, divertido, dramático e com diálogos realmente reais, como na hora em que Adam () pede para que parem de falar que ele vai ficar bem, que eparem de fingir que é fácil lidar e sobreviver ao câncer.

Além de um roteiro muito honesto e que não quis ficar falando o tempo todo dos problemas físicos da doença e do seu tratamento, o filme conta com a direção bem limpa do diretor

O Artista

Admito que estava ansioso para assistir ao O Artista, primeiro porque acho que o filme não dura mais do que duas ou três semanas nas salas de cinema, a não ser que após o as salas comecem a dar lucro para os donos do cinema, pois na sessão que fui pouco mais de 15 pessoas ocupavam a sala. O outro motivo para ver o filme é o fato de eu ser um cinéfilo que cresceu vendo muitos filmes em Preto & Branco, mas só tinha assistido a 3 ou 4 filmes mudos.

No começo do filme a sensação de que falta algo é grande, parece que a todo momento eu queria ouvir a voz dos artistas, porém a belíssima direção de arte, a fotografia em preto e branco, os atores e a música preenchem a sala de cinema de uma maneira tão impressionante que os sons da cena passam a ser totalmente descartáveis e você passa a viver intensamente aquela história da decadência de um astro durante o surgimento do cinema falado.

E você se sente dominado pelo filme em grande parte pela atuação da dupla principal, porém antes de falar deles é necessário falar da música, para mim desde já mercedora de Oscar, pois é através da trilha de Ludovic Bource que vivemos o filme, sem a precisão dela, sem a força da música a atuação magistral dos atores

Incertezas

Incertezas com o sempre talentoso e a bela começa de uma forma muito atraente e com uma ideia, que apesar de batida, sempre me atrai nos filmes. Aquela coisa de brincar com o fato de que cada decisão que tomamos, apesar de todas as dúvidas, pode gerar um final diferente, já que nunca podemos realmente definir o nosso destino.

E a estética com que os diretores e montam o filme deixa tudo ainda mais atraente, pois para separar bem as histórias duas cores são usadas, em uma história o verde e outra o amarelo, assim em nenhum momento você fica confuso ou sem saber em qual trama você está. E a história que começa com uma simples moeda decide se eles vão para o Brooklyn com a família dela ou se ficam em Manhattan para festas de 04 de julho.

E então somos jogados a duas histórias bem diferentes, porém os problemas começam acontecer, perto da metade do filme