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Premiados 62ª Festival de Cannes

Por causa de alguns problemas acabei não postando nada sobre o final do 62ª Festival de Cannes, então, mesmo um pouco atrasado vão aí os premiados e algumas polêmicas.

Dois filmes com certeza causaram muita polêmica em Cannes, um já era previsto e causou polêmica mesmo: Antichrist de Lars von Trier fez com que os jornalistas ficassem inconformados, o que gerou mais polêmica ainda para a entrevista com o diretor, que com muita “humildade” se definiu o melhor diretor do mundo. Apesar da polêmica o filme teve um ponto alto, Charlotte Gainsbourg, vencedora como melhor atriz.

Enter The Void, de Gaspar Nóe chocou Cannes. Parece ser especialidade do diretor que chocou Cannes e o mundo com Irreversível (2002), com cenas fortes

Ensaio Sobre a Cegueira – Blindness – Julianne Moore – Fernando Meirelles – José Saramago

CegueiraSinopse: ma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Título Original: Blindness
Gênero: Drama
País: Brasil/Canadá/Japão
Ano de Produção: 2008
Tempo de Duração: 120 minutos
Lançamento no EUA: 03/10/2008
Lançamento no Brasil: 12/09/2008
Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago

Elenco: Mark Ruffalo (Médico), Julianne Moore (Esposa do médico), Yusuke Iseya (Primeiro homem cego), Yoshino Kimura (Esposa do primeiro homem cego), Alice Braga (Garota com óculos escuros), Don McKellar (Ladrão), Maury Chaykin (Contador), Danny Glover (Homem com venda preta no olho / Narrador), Gael García Bernal (Rei da ala 3), Susan Coyne (Recepcionista), Sandra Oh (Ministra da Saúde) e Billy Otis (Criminoso)
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2009 não anda muito bom nas nossas escolhas filmísticas, que filme chato, cansativo e extremamente sem inspiração. Aquela branquidão, aquela lentidão deram sono. Ainda bem que esperamos para ver em DVD, pois eu cometeria a vergonha de dormir no cinema.
Mark Ruffalo já ganhou o prêmio de marido corno manso do ano. Ok! Ele traiu a Julianne Moore (chata e irritante como sempre), a corna mansa do ano, mas jogar a própria esposa para ser abusada pelos outros (não, não é Lost) é demais! Nem na época medieval, onde a mulher era ainda um objeto, os guerreiros deviam fazer isso. Lamentável.
Talvez se o filme fosse mais curto e tivesse uma lógica no final, fosse bom.

Abraços,
Alexandre Q
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Quando eu vi o filme tinha certeza que o comentário do Alexandre seria algo assim, realmente não é o estilo de filme que ele gosta.
Concordo apenas em um detalhe com ele, o filme é longo, principalmente durante o período de adaptação deles na vida dentro do “hospital”, mas no resto é um grande filme, de uma profundidade espetacular, que vale ser visto pelo roteiro e pela atuação primorosa de Julianne Moore.
Aliás não é só Julianne Moore que se destaca, a pequena, mas importante e marcante atuação de Gael García Bernal é outro ponto alto do filme. Também no campo das atuações, vale ressaltar a atriz japonesa (inglesa de nascença) Yoshino Kimura, pois ela também dá um show de interpretação como a esposa do primeiro a ficar cego, não fica devendo a nenhuma grande atriz.
Mas voltando a falar da Julianne Moore, ela sempre é um caso à parte, pois já possui um talento mais do que compravado, mas a cena em que ela chora é de uma sinceridade, de um força, de um sentimento incrível, uma cena simples e forte. Sem dizer a sua bela atuação silenciosa no final do filme, apenas com expressão e com um olhar ela demonstra uma certa desilusão ou egoísmo, pois deixaria de ser especial, de ser a dona da verdade, a chefe do grupo. Ali, ela e Fernando Meirelles conseguiram com simplicidade retratar mais um sentimento forte dentro de todos os seres humanos, o egoísmo.
Falando mais do filme…
Esta coisa de não ter cidade, nem país definidos e muito menos nomes para os personagens é altamente positivo ao filme, pois em nenhum momento podemos ligar a atitude daquelas pessoas a uma sociedade específica, a uma maneira de vida de um país ou outro, deixando o filme mais natural, mais forte.
É um filme dos mais tensos e pesados que já vi, com cenas fortes, com decisões fortes e que mostram que nós, apesar de certa inteligência, somos bichos selvagens e Fernando Meirelles retratou isso de uma forma extraordinária, com pouca música, com uma fotografia interessantíssima e com uma direção precisa.
Achei o jogo de cores muito bacana, o branco forte e quase cegante, quando o foco da cena eram os cegos, e mais colorido e mais natural, quando o foco da cena era a personagem de Julianne Moore.
Infelizmente não li o livro, mas confesso que apesar de ser uma estória bastante forte e perturbadora fiquei curioso para ler a obra de Saramago, uma vez que sempre fica alguma coisa de fora numa adaptação.
Um grande filme que merece ser visto.
Vale ressaltar a pequena ponta da Sandra Oh, eu sou fã dela!

Até,
André

A Kamila do Cinéfila Por Natureza e o Wally do Cine Vita também já viram.

Blindness

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