Presságio

Presságio

pressagioFui assistir Presságio sem saber muito do filme e tendo ouvido a opinião de um colega de que o filme forçava demais, ou seja, você entra na sala do cinema bem desconfiado com o filme e concordo em termos com ele.

Primeiramente o filme é uma mistura de filme catástrofe e mistério, e o roteiro trabalha muito bem a parte do mistério e o diretor a parte das catástrofes.

O roteiro consegue de forma eficiente por quase todo o filme nos levar por um mistério sobre os números, sobre os próximos eventos, porém peca em se tornar um pouco previsível e em colocar alguns pontos que o deixam holywoodiano demais. Aqui eu concordo que o filme peca, pois o mistério acaba dando lugar a uma ação barata e fácil, que sinceramente não precisava ter, uma vez que só as cenas de catástrofe já deixaram o filme bem movimentado. E o filme acaba por não explicar algumas coisas, que citarei mais para frente.

Mas o clima tenso, a ação e as cenas de catástrofe são de total mérito do diretor Alex Proyas, que comanda tudo com mão precisa, ainda mais em um filme onde os atores praticamente não atuaram, pois mais uma vez temos um Nicolas Cage totalmente decepcionante, perdido, apático, distante, etc. E como disse a Kamila do Cinéfila por Natureza, o Chandler Canterbury, que faz o filho do Nicolas Cage, ainda tem muito o que aprender no que diz respeito à atuação. Apesar de que aqui ele foi o filho perfeito do péssimo e mais uma vez irreconhecível Nicolas Cage, dois atores sem emoção nenhuma, apáticos. Para aqueles que não gostam da Rose Byrne na melhor série da televisão, Damages, ela é a melhor, mesmo com um pouco bastante de Ellen Parson, é dela a melhor atuação do filme, mostra que a série no meio de tantas feras realmente fez bem a ela.

Então, não sou de cometer Spolier quando o assunto é filme, mas para comentar as coisas que não me agradaram no filme, terei que cometer Spolier.

Primeiro existiu todo um mistério em cima dos números, o que foi muito bem trabalhado como já falei, mas em nenhum momento explica-se porque aquela menina sabia dos números, porque ela foi a escolhida para os Presságios? E se o que mais importava era a data que não estava na folha, mas sim no armário, porque ela não escreveu só sobre ela?

Ok! Pode ser que era uma maneira de mostrar que o mundo, o Universo, os Deuses aos poucos vão castigando o ser humano pelos seus erros, e levando o nosso destino para um novo começo. Sim, basicamente é esta a mensagem final do filme, porém para contar isso o roteiro errou e muito, e com certeza é a causa de ter feito tantas pessoas ficarem indignadas com o filme, admito que foi o que me irritou mais no filme e que fez que ele perdesse pontos consideráveis. Os “ETs” ou “Anjos” e todo aquele clima em torno deles, de que são pessoas do mal, demônios, para no final deixar claro se tratava de anjos, mas com um ar todo de extraterrestre e alguns momentos assustador, gerando um ar de terror, que não engrena e atrapalha. Tudo bem os anjos eram fundamentas para a mensagem do filme, porém poderia ser bem melhor trabalhado.

Falando da mensagem que o filme passa, é que na vida tudo vai acontecendo segundo acontecimentos do universo e que a nossa vida nada mais é que a continuidade de outras, que a vida continua sempre que os Deuses ou o Universo achar necessário, pois á Arvore da Vida, tão citada em várias passagens religiosas, está ali pronta para um novo recomeço, nos mostrando que o fim da Terra como conhecemos, a humanidade como vemos, é apenas mais uma, de muitas outras vidas que vão indo e vindo. A escolha das crianças, “os novos Adão e Eva”, no paraíso é uma nova chance para todos nós, já que Adão e Eva nunca provaram a Deus ser dignos de provar o fruto da Árvore da Vida.

Um filme com uma mensagem bacana, com um mistério legal, mas que teve uma conexão entre os dois bastante falha, o que gerou um filme simples demais para tanto barulho.

Até,
André C.
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1959. Um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta daqui a 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. Meio século depois a cápsula é aberta e este desenho chega às mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

Título Original: Knowing
Gênero: Suspense
País: EUA/Austrália
Ano de Produção: 2009
Tempo de Duração: 122 minutos
Lançamento no Brasil: 13/02/2009
Direção: Alex Proyas
Roteiro: Stuart Hazeldine, Ryne Douglas Pearson, Stiles White e Juliet Snowden, baseado em adaptação de Alex Proyas e em estória de Ryne Douglas Pearson

Elenco: Nicolas Cage (John Koestler), Chandler Canterbury (Caleb Koestler), Rose Byrne (Diana Wayland), Lara Robinson (Lucinda Embry / Abby Wayland), Nadia Townsend (Grace Koestler) e Alan Hopgood (Reverendo Koestler).

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