Gravidade (2013)

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GravidadeAs vezes cometemos alguns erros sobre filmes, admito que cometi um erro enorme com Gravidade do diretor Alfonso Cuarón, pois decidi não ir ao cinema ver a película, uma vez que não acreditava no poder do filme, que erro brutal, já que Gravidade é sim um dos grandes filmes do ano passado, aliás, fazia tempo que eu não dava aqui no blog uma nota 5.0.

Quantos terrores, suspenses e filmes de ação tentam provocar agonia, sofrimento, medo e aflição no público enchendo o filme com roteiros milaborantes, cheios de reviravoltas e os mais espectaculares efeitos especiais e conseguem, no máximo, um pulinho na cadeira do cinema. Com certeza poderíamos ficar horas aqui fazendo uma lista com as mais recentes produções que prometem o pavor, o medo e muito mais e assustam menos que bicho papão. Gravidade não prometeu nada disso e fez muito mais que isso.

Alfonso Cuarón não precisou criar um roteiro dos mais espetaculares, nem usar e abusar dos monstros, dos sustos e dos efeitos especiais mirabolantes, ele apenas usou uma direção focada, forte e uma edição perfeita para nos levar para dentro da agonia que a personagem de Sandra Bullock sentia ao estar completamente só na imensidão do espaço.

O jogo de câmera que vai do espaço para dentro do capacete da atriz, com aquela respiração ofegante, cheia de desespero é um dos motivos que fazem o filme funcionar, ali o público sente mais de perto o desespero da personagem e, para piorar, aquilo vai tomando conta de todos que assistem ao filme, aquela respiração forte, tensa e desesperada e aquela imensidão preta fazem com que tudo gire em torno do sofrimento, da agonia e da aflição que Sandra Bullock está passando.

Junte a isso a música forte e impactante de Steven Price quebrando aquele silêncio, aquele vazio que o espaço passa, é algo que completa ainda mais a direção e a edição que fazem de a Gravidade um filme dos mais agoniantes dos últimos tempos..

Agora pense em tudo isso, música, direção, edição, uma fotografia de tirar o fôlego, e adicione uma atriz focada numa personagem complicadíssima de fazer, temos sim um grande filme. Sandra Bullock, concorre novamente ao Oscar, com um papel extremamente complicado, pois não adiantaria o diretor Alfonso Cuarón criar todo o ambiente ppara provocar aflição, aperto e incomodo se não tivéssemos uma atuação convincente, forte e dedicada de uma atriz.

Sandra Bullock, extremamente magra, é a chave que faltava ao filme de Alfonso Cuarón, ela é exatamente aquele ponto que faltava para fazer deste roteiro simples um filme imperdível, pois graças a atuação da atriz todo o trabalho de edição, direção, música e fotografia não são perdidos, a atriz faz que toda aquela angustia que o diretor queria nos passar fosse ainda mais fundo no público, uma vez que é uma atuação sofrida, cheia de drama e solidão. Sandra Bullock nos passa com uma clareza incrível o desespero que cada um de nós passaria ao estar no mesmo lugar, sem dizer que é complicado atuar quase que todo o filme em roupas de astronauta e praticamente sozinha em cena, com um grande painel verde atrás. Uma atuação de indicação para lá de merecida.

George Clooney já é o completo oposto de Sandra Bullock, enquanto ela sofre e demonstra o desconforto de estar no espaço, ele é o cara acostumado com aquilo, que leva tudo na boa e não perde a esperança, prefere ver o por do sol do espaço do que pensar no pior. Uma atuação pequena, mas interessante, pois é George Clooney que quebra o ar tenso do filme e tenta dar um ar mais positivo a tudo que vemos Sandra Bullock passar.

Posso definir Gravidade como aquele filme de ou você acha sensacional ou acha terrível, não existe meio termo para um filme que te provoca uma reação de agonia e aflição início ao fim, que pode fazer você querer fechar o olho ou os ouvidos para não sentir mais aquilo que está tão longe, mas tão perto de você. Um filme imperdível!

Até,
André C.

Gravidade (Gravity – 2013)
Sinopse: Sandra Bullock interpreta a Dra. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial, ao lado do veterano Matt Kowalsky (George Clooney) no comando de seu último voo antes da aposentadoria.
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón (com alterações sugeridas por George Clooney)
País: EUA e Inglaterra
Duração: 91 minutos
Prêmios: Oscar 2014Melhor Filme, Melhor Diretor (Alfonso Cuarón), Melhor Atriz (Sandra Bullock), Melhor fotografia (Emmanuel Lubezki), Melhor Trilha Sonora Original (Steven Price), Melhor Edição (Alfonso Cuarón e Mark Sanger), Melhor Design de Produção, Melhor Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som, Melhor Efeitos Sonoros. Globo de Ouro 2014 – Vencedor em: Melhor Diretor (Alfonso Cuarón). Indicado em: Melhor Filme de Drama, Melhor Atriz (Sandra Bullock) e Melhor Trilha Sonora Original (Steven Price). BAFTA – Vencedor do Anthony Asquith Award for Film Music para Steven Price, Vencedor do Alexander Korda Award for Best British Film, Vencedor do David Lean Award for Direction para (Alfonso Cuarón e Vencedor em: Melhor fotografia (Emmanuel Lubezki), Melhor Som e Melhor Melhor Efeitos Visuais, Indicado em: Melhor Roteiro Original (Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón), Melhor Filme, Melhor Atriz (Sandra Bullock), Melhor Edição (Mark Sanger) e Melhor Design de Produção.
Elenco: Sandra Bullock (Ryan Stone), George Clooney (Matt Kowalski) e Ed Harris (Mission Control (voice))

Nota Filme 5.0

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