I’m Not Ashamed: The Rachel Joy Scott Columbine Story (2016)

I’m Not Ashamed: The Rachel Joy Scott Columbine Story ou Uma Vida com Propósito causou muita polêmica por onde passou, teve trailer e divulgação barrados no Youtube, foi acusado por ateus de exagerar ou romantizar demais a história de Rachel Scott, uma das vítimas da escola Columbine em 1999, em alguns aspectos em concordo.

Sim, eu acho que o filme e o roteiro focam demais na vida pura e religiosa de Rachel Joy Scott, romantizam a adolescência dela, sem aproveitar a oportunidade que tinham nas mãos de colocar na balança e de analisar a vida de 3 adolescentes de personalidades diferentes, mas que possuíam problemas similares de adaptação, confiança e sofriam com perseguições.

Acredito que o filme tinha um excelente material nas mãos, o diário de uma menina cristã para poder mostrar como a influência de Deus na vida dela a ensinou a perdoar, superar e dar um passo à frente a tudo que sofria, no mesmo local e escola que viviam Eric e Dylan (autores do atentado) que, para responder tudo aquilo que sofriam, prepararam e realizaram o ataque em abril de 1999.

Não estou aqui falando que se os dois adolescentes fossem religiosos convictos não teriam cometido os crimes, porém seria uma maneira mais profunda de mostrar que ao se encontrar com Deus, ao assumir ser cristã dentro de uma sociedade cada vez mais problemática e cheia de conflitos, fez com que ela se tornasse uma pessoa melhor e livre, era, como disse anteriormente, a chance de colocar na balança o poder de Deus ou não, pois é o que o filme tenta mostrar o tempo todo, as diferenças entre quem se entrega a Deus e quem se perde no meio dos seus problemas, pois, guardada as devidas proporções, Rachel, Eric e Dylan, tinham problemas semelhantes e procuraram soluções diferentes para eles.

Tenho certeza que a vida de Rachel Scott tocou e continua tocando muitas pessoas, não estou aqui criticando a vida dela e nem a crença dela, mas o filme poderia ter tido mais força nas suas convecções, ter mais personalidade, ousar mais, ser mais impactante e interessante, é uma pena, sendo religioso ou não, que o filme tenha tratado tudo a volta de Rachel de forma tão superficial.

Se o roteiro não ousa, o elenco também não ousa. Masey McLain, a Rachel, até se esforça e traz o ar angelical que o filme dá a Rachel, porém todo o elenco a sua volta e até suas relações com os amigos são superficiais.

Infelizmente o filme tinha um foco, mostrar como Rachel Scott enfrentou seus problemas e fez a diferença na vida de algumas pessoas, e deixou de aproveitar todo o material que tinha para fazer um filme com o mesmo tom, mas bem mais impactante.

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Direção: Brian Baugh
Roteiro: Philipa A. Booyens, Kari Redmond, Robin Hanley, Bodie Thoene
Elenco: Masey McLain, Sadie Robertson, Ben Davies, David Errigo Jr e Cory Chapman

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