As Sessões

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Vou ser sincero, não sabia da existência As Sessões até ver o nome de Helen Hunt entre as concorrentes ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e foi a presença da atriz, de quem sou fã desde seus tempos de TV, que me fez ver o filme que é baseado no conto “On Seeing a Sex Surrogate” do poeta americano Mark O’Brien.

No filme John Hawkes vive o poeta que, por causa da poliomelite, vive em uma cama e só mexe os músculos do rosto, mas que nem por isso o tira a vontade de amar, ser amado e principalmente de fazer sexo. Depois de algumas tentativas ele é apresentado para a terapeuta sexual Cheryl, vivida por Helen Hunt, e então conhece o amor e o sexo de formas bem diferentes dos livros.

E o filme não passa disso por causa daque certo medo americano de ir a fundo quando o assunto é sexo, e o filme é sobre sexo, sobre como sexo é um tabu para deficientes, como sexo é visto com um certo preconceito quando envolve pessoas com problemas físicos ou mentais. O assunto é muito mais sexo e a quebra de barreiras do que um romance comum, mas infelizmente o filme do diretor Ben Lewin peca ao ficar só na análise superficial do problema, e apenas adaptar o conto de Mark O’Brien.

Na verdade o que quero dizer é que faltou ao filme a coragem que sobrou aos protagonistas, pois a entrega dos dois atores, tanto John Hawkes e Helen Hunt, é impressionante, principalmente a atriz que se despiu, literalmente, de qualquer pudor e fez uma personagem controvérsia, mas com muita carga dramática.

Mas voltando ao filme e ao roteiro, Ben Lewin fez um filme politicamente correto, tocou no sexo, namorou algo um pouco mais forte, mas na hora H trocou tudo pelo feijão e arroz e perdeu a chance de fazer um filme com muito mais impacto e envolvente, criando apenas um filme comum e que em alguns momentos se torna repetitivo e cansativo.

Para finalizar vale ressaltar a boa presença do sempre competente William H. Macy como o padre que escuta as “confissões” de Mark.

Até,
André C.

As Sessoões (The Sessions – 2012 )
Sinopse: Mark O’Brien (John Hawkes) é um escritor e poeta que, ainda criança, contraiu poliomielite. Devido à doença ele perdeu os movimentos do corpo, com exceção da cabeça, e precisa passar boa parte do dia dentro de um aparelho apelidado de “pulmão de aço“. Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark passa a frequentar uma terapeuta sexual. Ela lhe indica os serviços de Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt), uma especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo.
Direção: Ben Lewin
Roteiro: Ben Lewin baseado no ensaio “On Seeing a Sex Surrogate” de Mark O’Brien
País: EUA
Duração: 95 minutos
Prêmios: Oscar (Indicação – Melhor Atriz Coadjuvante – Helen Hunt) – Gobo de Ouro (Indicação – Melhor Atriz Coadjuvante – Helen Hunt e Melhor Ator – John Hawkes), Bafta (Indicação – Melhor Atriz Coadjuvante – Helen Hunt), Independent Spirit Award (Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante) e Sundance (Prêmio Especial do Júri)
Elenco: John Hawkes (Mark), Helen Hunt (Cheryl), William H. Macy (Father Brendan), Moon Bloodgood (Vera), Annika Marks (Amanda), Adam Arkin (Josh), Robin Weigert (Susan) e Blake Lindsley (Dr. Laura White).

Nota Filme 2.5

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