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Pina

Pina de é uma poesia visual à obra da dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch, sem querer ser uma biografia, sem querer investigar o passado da artsita, Wim Wenders mistura fotografia, , música e em um documentário impressionante sobre a obra de Pina. Uma obra belíssima que dá ao 3D uma vida única.

Para assistir a Pina três coisas são necessárias: tela grande, 3D e deixar o preconceito sobre documentários e dança de lado, pois Pina realmente é uma obra magnífica do diretor Wim Wenders que transforma a vida de uma artista da dança em algo envolvente, profundo e belo.

O diretor usa o 3D como uma ferramenta necessária ao filme, para levar o espectador para dentro do palco, para sentir a emoção das peças criadas por Pina Bausch de perto. Nas belíssimas tomadas externas nas ruas de Wuppertal as cores, da fotografia de Hélène Louvart, ganham ainda mais

O Home do Futuro

Depois de um longo tempo eu assisti ao O Homem do Futuro e o que concluo que é uma boa ficção com pitadas de comédia romântica sustentadas por um ator que cada vez mais vem mostrando ser polivalente, uma vez que aqui faz 3 personagens completamente diferentes de uma forma que até irrita, pois parece que ele nem se esforça para fazer o seu trabalho tão bem como o faz.

faz uma clara homenagem ao filme que fala sobre viagens do tempo que mais marcou a minha geração, De Volta Para o Futuro, a volta para os tempos de colégio, música no palco, festa da turma e até aquela coisa toda de sumir quando se muda o passado, aliás, o roteirista não quis inovar, mas mesmo assim construiu um filme inteligente, pois criou 3 personagens diferentes e teve um ator que fez o que quis com eles.

O grande trunfo de O Homem do Futuro é Wagner Moura, simplesmente espetacular, conseguiu ser um

Guerreiro

Tinha uma certa antipatia com o filme Guerreiro, pois acho que o tema lutadores pode estar batido, depois de Rocky, O Campeão, tivemos excelentes filmes nos últimos anos, como Menina de Ouro, O Lutador e  O Vencedor, ou seja, um tema que vem sendo lembrado direto nos cinemas e é um filme que vai no sucesso das lutas de no mundo todo, mas felizmente eu deixei minha antipatia de lado e vi um filme impressionante, que conseguiu misturar as melhores qualidades de todos os filmes que citei e trouxe um monstruoso na tela.

Se você for assistir Guerreiro vai perceber logo nos 20 ou 30 minutos para onde o fim do filme irá, acho que 99% das pessoas que assistem ao filme já matam isso neste pequeno espaço de filme, e apesar disso ele não perde a pegada em nenhum momento, uma vez que o diretor Gavin O’Connor cria um filme forte, com personagens verdadeiros, com um drama familiar

Shame

Um assunto polêmico, muito , nudez, dois atores em ascensão e um diretor inglês que já vem sendo cultuado e elogiado pelos críticos do mundo, isso com apenas 2 filmes no currículo, são garantias de um grande filme, porém ao final de Shame você fica com uma sensação de não saber o que realmente assistiu na tela.

O diretor retoma a parceria de sucesso com e faz um filme que usa e abusa do talento do ator, pois Shame é, em sua maior parte, Michael Fassbender na tela, pois o diretor o segue constantemente com sua câmera, com closes, com câmera parada e fixa no ator, e por final tira do ator uma excelente atuação com muita dor, sinceridade e sofrimento.

Michael Fassbender, viciado em sexo, não consegue sentir nada, nem remorso, nem emoção e nem faz sexo quando exige dele algo mais do que o simples ato sexual, por isso o ator tem uma atuação silenciosa, dolorida e vazia. Ele faz de Brandon Sullivan

Bastidores de Um Casamento

Em um certo momento de Bastidores de Um Casamento, Elliot () diz que não entende porque as pessoas se unem muito mais na hora da tristeza do que na hora da alegria, e talvez neste exato momento o diretor e roteirista tenha conseguido realmente passar ao público o que queria, que é na hora da tristeza que as famílias se unem e deixam as diferenças e problemas de lado.

No mais o filme é um drama de uma família que as vésperas de um casamento coloca algumas cartas na mesa para falar do passado,é impossível não comparar o filme com o bom O Casamento de Rachel, porém aqui em Bastidores de Um Casamento a carga dramática é tão pesada que atrapalha a forma como o filme corre, infelizmente o roteiro de Sam Levinson é tão profundo, tão cheio de feridas que tornam o filme

Drive

Quase todos os lugares que leio falando sobre Drive consideram o filme um cult ou uma nova visão do cinema ou ainda um novo Pulp Fiction, mas eu, sinceramente, acho exagero, uma vez que acho que Drive é apenas um bom filme, com um ator em excelente forma e uma atriz promissora no papel da mocinha, mas falta ao filme algo mais forte no roteiro que justifique toda a sua ação.

Não sou um grande fã de , mas em Drive é preciso tirar o chapéu para o ator, um dos grandes trunfos do filme é seu personagem, o piloto, uma vez que o ator tem dois extremos completamente distantes no filme, em alguns momentos é pacato, tranquilo e que sabe cada um dos seus passos, em outro é violento, agressivo e que sabe o que precisa fazer para sobreviver, sem pensar duas vezes. Ryan Gosling, em minha opinião, teve o seu

O Homem Que Mudou o Jogo

O grande problema de O Homem Que Mudou o Jogo aqui no Brasil é por ser um filme que ao o contar a história real de Billy Beane, o faz com um romantismo pelo beisebol, que não é um esporte muito simpático para nós brasileiros, mas é possível ver ao filme sem cansar do esporte, pois o que o filme conta é algo comum em qualquer esporte, inclusive o romantismo.

Basicamente o filme conta a história de um cara que resolveu mudar a maneira de montar um time de beisebol, pois cansou de ver os times ricos ganhando dos mais pobres e ano após ano tirando os seus jogadores por causa de propostas generosas de salários, assim sendo Billy Beane montou um time que custava pouco, mas que fazia o jogo acontecer. Isso acontece em qualquer esporte e por isso o filme tem seu valor até mesmo quando não entendemos toda a dinâmica, ou falta dela, por trás do esporte.

Só isso, com um bom roteiro, já faria de O Homem Que Mudou o Jogo um bom filme, mas temos

Feliz Que Minha Mãe Esteja Viva

O cinema francês talvez seja atualmente o melhor em criar dramas pessoais e familiares, pois mais uma vez vejo sair do cinema de lá um drama familiar muito bem construído, e se não é uma obra marcante, é um filme muito bem feito, muito bem construído e que surpreende de uma maneira geral.

O filme narra a busca de Thomas pela sua mãe que o abandonou junto com o irmão mais novo, este por não ter lembranças vive normalmente com os pais adotivos, mas Thomas em certo momento da vida resolve buscar a mãe que ele lembra e quer amar de alguma forma. Desta maneira parece um filme como outro qualquer, existem vários que tocam nisso, mas aqui tudo parece mais real, mesmo com exageros na forma de agir de Thomas, o filme parece ser mais sincero

Ao Vivo!

Totalmente sem querer comecei a assistir ao filme Ao Vivo, um filme com uma ideia muito interessante, com um bom elenco, mas que perdeu sua coragem com o decorrer do tempo e o acabou transformando em um filme comum, com certa tensão no ar é verdade, mas poderia ter sido mais ambicioso.

Cade vez mais vivemos em uma sociedade que se expõe, uma sociedade que gosta de saber da vida do outro, se não sou de assistir BBB ou programas similares, admito que uso , Twitter e Foursquare, ou seja, faço parte de uma sociedade que a cada dia mais usa ferramentas para estar em contato com outros, mesmo que depois de um tempo a gente diminua o uso de uma ou outra ferramenta, sempre estamos conectados no que acontece na vida dos outros. E se grande parte dos seres humanos já usam destes meios, obviamente que a TV não pode ficar fora e precisa aproveitar, por isso cada vez mais a TV do mundo todo vem se enchendo dos chamados Reality Shows, e é isso que o filme Ao Vivo! quer criticar, até onde o poder da mídia pode ir para influenciar pessoas, até onde podemos nos sujeitar para termos

A Invenção de Hugo Cabret

Até assistir A Invenção de Hugo Cabret eu tinha dúvidas se o cinema poderia realmente ser uma reinvenção do cinema, mas depois desta belíssima obra de eu sei que o cinema 3D pode ser usado muito mais do que apenas querer dar sustos na plateia, o cinema 3D pode envolver a todos de uma forma magnífica e emocionante.

Ao contar uma fábula sobre o diretor francês , o pai dos efeitos visuais, o inventor na máquina de sonhos, Martin Scorsese conseguiu um efeito inédito no cinema 3D, pelo menos em mim, criar um filme que usou os efeitos para me transportar para dentro do filme, com uma belíssima fotografia e com efeitos 3D que privilegiam o roteiro antes de tudo, A Invenção de Hugo Cabret impressiona. Um filme que tira do roteiro uma fábula belíssima de um menino e uma menina que descobrem