Não posso dizer nem que adorei e nem que me decepcionei com Alice de Tim Burton, no resumo da ópera gostei do filme.
Quando o projeto foi anunciado, com as primeiras imagens de Johnny Depp como Chapeleiro Maluco eu imaginei que Tim Burton iria nos surpreender com uma Alice mais obscura e com um alcance mais adulto. Porém, isso já caiu por água abaixo quando li os primeiros comentários. Por isso não me decepcionei ao ver que Tim Burton deixou prevalecer o estilo Disney de filmar.
Mas também não posso ser totalmente injusto com o Burton, já que vemos elementos que lembram seu jeito de filmar, como a fotografia, a música e a caracterização em alguns momentos exageradas dos personagens, e por falar nos personagens, o grande Veja mais… »
Alguns anos atrás Henry Selick surpreendeu o mundo com o espetacular O Estranho Mundo de Jack, onde ele usou e abusou das cores, da fantasia, da magia, da música e do stop motion. E agora, com Coraline, o diretor tenta novamente fazer o mesmo sucesso e barulho, mas na minha humilde opinião fica um pouco distante do objetivo.
No fundo é meio injusto comparar O Estranho Mundo de Jack que já um “clássico” da animação com o novo projeto de Selick, apesar de os dois terem um ar todo de fantasia e serem até um pouco “bastante” assustadores.
Em Coraline o diretor abusou e muito das cores Veja mais… »
Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta. Título Original: El Laberinto del Fauno Gênero: Suspense/Fantasia País: México Tempo de Duração: 112 minutos Lançamento no EUA: 10/2006 Lançamento Brasil: 09/2006 Direção: Guillermo del Toro Roteiro: Guillermo del Toro
Elenco: Ivana Baquero (Ofelia), Doug Jones (Fauno / Homem pálido), Sergi López (Capitão Vidal), Ariadna Gil (Carmen), Maribel Verdú (Mercedes), Álex Angulo (Médico), Roger Casamajor (Pedro), César Vea (Serrano), Federico Luppi (Casares) e Manolo Solo (Garcés). ___________________________ O filme me lembrou muito o Ano Que Meus Pais Saíram de Férias, sei que deveria ser ao contrário já que a produção brasileira é mais nova que a mexicana, mas acabei vendo o filme brasileiro antes. O filme mistura muito bem a magia, a fantasia com a realidade e mostra como a mente de uma criança é capaz de criar um mundo paralelo para não sofrer na vida real. Aqui não é o futebol, não é a Copa do Mundo que faz a criança viver fora da realidade, mas sim um mundo de conto de fadas. O filme pode ser um pouco longo, ficar cansativo e ter algumas cenas de violência exageradas, mas não tira a pureza e a magia do conto de fadas criado por Ofélia, fazendo que todos que assistem cheguem a acreditar que aquilo tudo é a mais pura verdade. Vale lembrar que a maquiagem está perfeita, por isso o Oscar para este filme.
Até, André C. ___________________________ No primeiro filme, no nosso novo endereço, eu vou ter que ir totalmente contra o André. Achei um filme infantil demais, porém a violência poderia assustar crianças mais novas, ou seja, um filme que não soube se queria ser para adulto ou para crianças. Chegou uma hora que eu queria parar de assistir, pois se tornou repetitivo, cansativo e a aquele conto de fadas da menina perder totalmente o sentido, quando parecia que o Fauno não era confiável, pensei até que o Fauno representava o Capitão no mundo da menina, ele deu a volta e voltou a ser confiável. Esperava bem mais e vi apenas um filme fraco. E já que o André comentou sobre o Ano Que Meus Pais Saíram de Férias, vou ver para discutirmos aqui.
Abraços, Alexandre Q.