Arquivos para: Cinema Nacional

Meu Nome Não é Johnny

meu-nome-nao-e-johnnyDesde o lançamento dele no cinema, eu tinha vontade de vê-lo, não pelo fato da história em si (o é baseado em fatos reais), mas sim pela curiosidade da atuação de Selton Mello.

A história é sobre João Guilherme Estrella, um rapaz de família da classe média carioca, que acaba se envolvendo com venda de . No há vários casos como este, mas acredito que este foi um dos primeiros a ser “desvendado”. Confesso que não lembro das dimensões das notícias na época (começo dos anos 90), mas pelo jeito teve uma grande repercussão.

Ta, as atuações. Esqueça a atuação do Selton Mello em O Cheiro do Ralo. É muito diferente. Selton Mello está perfeito,

Estômago – Marcos Jorge – João Miguel

estomago-Sinopse:Raimundo Nonato foi para na esperança de ter uma vida melhor. Contratado como faxineiro em um bar, logo ele descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas Raimundo transforma o bar num sucesso. Giovanni , o dono de um conhecido restaurante italiano da região, o contrata como assistente de cozinheiro. A cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo, que passa também a ter uma casa, roupas melhores, relacionamentos sociais e um amor: a prostituta Iria.

Título Original: Estômago
Gênero: Drama –
País: Brasil – Itália
Ano de Produção: 2007
Tempo de Duração: 112 minutos
Lançamento no Brasil: 11/04/2008
Lançamento no Brasil em DVD: 15/12/2008
Direção: Marcos Jorge
Roteiro: Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Cláudia da Natividade e Fabrizio Donvito, baseado em argumento de Lusa Silvestre e Marcos Jorge

Elenco: João Miguel (Raimundo Nonato), Fabiula Nascimento (Iria), Babu Santana (Bujiú), Carlo Briani (Giovanni), Zeca Cenovicz (Zulmiro), Paulo Miklos (Etecetera), Jean-Pierre Noher (Duque), Marco Zenni (Vagnão), Marcel Szymanski (Valtão) e Helder Clayton Silva (Seqüestro).
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Filmes que misturam o presente e o passado para contar como o personagem chegou naquela situação estão cheios por aí, alguns com um bom roteiro funcionam e outros não. O filme brasileiro de Marcos Jorge, Estômago, está no primeiro time, pois tudo funciona perfeitamente.

A começar pela grande atuação de João Miguel, perfeito, carismático e sensacional. A gente pega uma empatia com seu Raimundo Nonato, mesmo já tendo a idéia do que o filme nos reserva para o final, mas a gente não consegue deixar de gostar do Raimundo Nonato desde que ele aparece na tela, e tudo graças a este bom ator brasileiro João Miguel. Seu Raimundo Nonato é ingênuo, sensível, solitário e sonhador, e mesmo quando perde a cabeça e vira um cabra-macho, ainda está lá aquele olhar sensível que conhecemos logo no início do filme. João Miguel vem aos poucos mostrando ser um grande nome do nosso cinema, e ainda não vi Cinema, Aspirinas e Urubus, que dizem ser seu melhor trabalho.

Outro ponto forte é o roteiro. Que muito bem costuradinho nos leva com muita tranqüilidade pela vida de Raimundo Nonato, desde sua chega à Curitiba e até o desfecho final, que sim, é previsível, mas mesmo assim é um pouco chocante, mas mostra como aquele rapaz meio perdido, ingênuo foi mudado pela cidade grande, e obviamente, pela . O roteiro vai misturando o presente e o passado, o antigo Nonato e o novo, e brinca muito bem com aquele ditado que diz que é possível conquistar alguém pelo estômago, uma vez que Nonato se dá bem na vida justamente pelo estômago dos outros, mas o filme não foi baseado em um ditado e sim no conto “Presos pelo Estômago” do livro “Pólvora, Gorgonzola e Alecrim.”, de Lusa Silvestre. O roteiro, apesar do final um chocante, é suave e gostoso de acompanhar, fazendo do filme um filme agradável.

Outro ponto que funciona bastante para os Curitibanos, assim como eu, é que o filme se passa todinho na capital dos paranaenses, sendo que apenas um trecho foi filmado em São Paulo, quando Raimundo deixa a rodoviária de Curitiba e vaga por horas, por ruas, por túneis e minhocões, no resto é tudo filmado por aqui.

A estréia de Marcos Jorge na direção não podia ter sido melhor, pois com uma direção sem querer inventar e sem querer transformar a modesta estória de Raimundo Nonato numa lição de vida, é precisa e fundamental para o filme, pois seria muito fácil querer transformar o filme numa obra cheia de moral sobre os nordestinos que tentam a sorte na cidade grande, mas não o faz, ainda bem.

Interessante ainda no filme são algumas receitas bacanas feitas, desde uma coxinha até uma farofa com formiga (estas e outras estão no site oficial).

Vale ressaltar a atuação pequena, mas muito boa do Paulo Miklos, como um prisioneiro de respeito dentro do presídio do Ahú, onde foram filmadas as cenas de presídio.

É bom ver um filme assim, principalmente um filme nacional, muito bom e gostoso de se assistir, e torcer que cada vez mais o nosso cinema possa fazer mais e ganhar mais prêmios, mais salas e mais público.

Vale a pena ver Estômago e bom apetite.

A Neide Rigo do blog Come-Se faz uma leitura diferente e muito bacana do filme, clique aqui e confira a opinião dela.

Até,
André C.

Caixa Dois

Sinopse: Luiz Fernando (Fúlvio Stefanini) é um banqueiro rico, que em uma transação de precatórios consegue um ganho extra de R$ 50 milhões. Como o doleiro que geralmente desconta o cheque e envia os dólares para sua conta em Zurique está em coma, Luiz decide usar sua secretária (Giovana Antonelli) como “laranja”. Porém ele se vê em apuros quando Romeiro (Cássio Gabus Mendes), seu funcionário e que levaria inicialmente R$ 2 milhões da transação, coloca um dígito errado ao fazer o depósito. Isto faz com que o dinheiro caia na conta de uma mulher trabalhora e honesta (Zezé Polessa), cujo marido (Daniel Dantas) foi recentemente demitido pelo banco de Luiz Fernando. Ao saber do caso ela se recusa a fazer o estorno, gerando complicações para todos.

Título Original: Caixa Dois
Gênero:
Tempo de Duração: 83 minutos
Ano de Lançamento : 2007
Direção: Bruno Barreto
: Juca de Oliveira e Márcio Alemão, baseado em peça teatral de Juca de Oliveira

Elenco: Fúlvio Stefanini (Luiz Fernando), Giovana Antonelli (Ângela), Zezé Polessa (Angelina), Daniel Dantas (Roberto), Cássio Gabus Mendes (Romeiro), Thiago Fragoso (Henrique), Marina de Sabrit (Anésia) e Robson Nunces (Capilé).
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Fraco, fraquíssimo. Parece um quadro do Zorra Total aumentado. Ok! Posso estar exagerando, mas também, infelizmente, não vi a peça, mas o filme tenta ser comédia demais e deixa uma história bobinha de fundo. Não tem nada que se aproveite no filme, é uma pena, pois poderia ser algo melhor por ser um tema importante.

Abraços,
Alexandre Q.
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Bem, o filme não é estas maravilhas, mas, resumindo, eu gostei. É uma comédia bacana sobre o que mais vemos no Brasil, lavagem de dinheiro, suborno e gente sendo corrompida. Até o mais humilde e com valores morais, pode ser facilmente corrompido.
A história foi contada de uma maneira leve e muito bacana, não sei se é fiel a peça, mas acho que é uma boa comédia. Claro que tem seu exageros, alguma coisa fora do lugar, mas Fúlvio Stefani e Zezé Polessa estão muito bem, principalmente o primeiro.

Até,
André C.

Tropa de Elite

Sinopse: 1997. O dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE (Wagner Moura), que quer deixar a corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pela honestidade e honra ao realizar suas funções, se indignando com a corrupção existente no batalhão em que atuam.
Título Original: Tropa de Elite
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento no EUA: 01/2008
Ano de Lançamento Brasil: 10/2007
Direção: José Padilha
: Rodrigo Pimentel, Bráulio Mantovani e José Padilha

Elenco: Wagner Moura (Capitão Nascimento), Caio Junqueira (Neto), André Ramiro (André Matias), Milhem Cortaz (Capitão Fábio), Fernanda de Freitas (Roberta), Fernanda Machado (Maria), Thelmo Fernandes (Sargento Alves), Maria Ribeiro (Rosane) e Emerson Gomes (Xaveco)
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Simplesmente o melhor nacional dos últimos tempos, e olha que eu não sou um amante do nosso cinema, sei que é errado, mas finalmente um que vale a pena, pois no Brasil sempre tempos que ficar fazendo filmes ou loucos ou que mostrem só sofrimento do povo.
Junto com Cidade de Deus, é um filme digno e merecedor de um Oscar, mostra o sofrimento do povo, mas mostra uma realidade atual, um povo sofrido, seja bandido ou policial.
Tem ação, tem , tem romance. É filme para ver e rever, não é filme para Moleque! Se você é MOLEQUE, pede para sair! Ok! Não consegui ficar sem usar uma frase que já marcou o filme.
Poderia escrever mais aqui e deixar o André sem espaço, ainda mais depois que vi o e-mail dele falando do filme.
Se você ainda não viu, vai ver, é um filmaço.

Abraços,
Alexandre Q.
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Concordo com todo mundo que fala que o filme é bom, mas já acho um exagero pensarmos que é um filme de Oscar ou único no Brasil.
Gostei muito da ação, da história de mostrar que na polícia existem vários tipos de policial. Que o cara não vira um corrupto ou um policial “assassino” da noite para o dia, gostei muito disso, pois mostra a realidade triste da nossa polícia e daqueles que tentam fazer dela algo digno.
Porém, não dá para ver o filme sem perceber as fracas atuações de alguns atores, até o Wagner Moura, que está excelente no Deus é Brasileiro, parece que está numa tarde de Malhação, sem dizer na parte da Faculdade, ali é um Malhação puro, tanto atores quanto a maneira que mostra os estudantes.
Para mim, nas atuações salvam-se o Caio Junqueira e o novato André Ramiro.
Outra coisa que falam é da parte do treinamento, para quem se impressionou, veja Nascido para Matar do Stanley Kubrick, daí compare os dois, e veja se o Tropa de Elite ainda impressiona.

Até,
André C.