Falar do excepcional A Fita Branca do alemão Michael Haneke é repetir tudo que já foi dito e escrito por aí, pois A Fita Branca é impressionante pela fotografia, pelas atuações do elenco infantil e principalmente pela violência silenciosa que é a alma do filme.
É fácil e simples ligar os fatos da educação rígida, extremamente religiosa, autoritária e cheia de opressão com o nazismo que estava prestes a nascer e que seria um regime autoritário e de opressão, mas Haneke queria muito mais que isso.
Ao escolher fazer o filme em preto e branco, Haneke acertou a mão, pois como somos levados a uma “aldeia” aonde o progresso não chegou, as cores poderiam modificar o tédio, o medo e agonia por qual Veja Mais… »
Belo, forte, dominante, poético, triste, denso, aterrorizante, profundo…
Como definir Deixa Ela Entrar?
Estou aqui alguns minutos olhando para a tela do computador e não sei qual seria a definição exata para o filme, se é que existe algo exato para definir o filme. O que sei que é um grande e maravilhoso filme.
Seria muito melhor ver o filme sem ter lido a sinopse, sem saber o que existe por trás daquela relação pura, de admiração, de confiança e de possível amor ou interesses. A necessidade de que ambos possuem daquela amizade, para se sentirem vivos e fortes, é retratada de forma preciosa pelo diretor Veja Mais… »
A Onda é com toda a certeza um dos melhores filmes do ano e eu não tenho o menor medo de errar quando falo isso.
A Onda ou Die Welle ou The Wave é um filme que merece entrar no meu top 10 do ano e virar um daqueles cults da vida de um cinéfilo. A Onda é um filme praticamente perfeito, pois tem ótimas atuações, boa trilha sonora, ótimo roteiro e grande direção.
É uma pena que filmes como A Onda passem longe do circuito comercial brasileiro e que tenha demorado tanto tempo para chegar aos cinemas brazucas. É uma pena que Die Welle seja um filme alemão, pois isso espanta e afasta espectadores, com um certo preconceito da língua Veja Mais… »
Estou em uma fase de ver muitos filmes franceses (O Escafandro e a Borboleta, Entre os Muros da Escola, Albergue Espanhol, Bonecas Russas, Há Tanto Tempo Te Amo, Quando Estou Amando, etc), e cada filme que vejo eu chego à mesma conclusão sobre o ótimo cinema francês, eles adoram analisar a vida, o homem e seus maiores medos e sentimentos. A maioria dos filmes franceses que vi nos últimos dias toca na relação humana, vemos na tela pessoas como eu e você, nada irreal e amores fantásticos, ou melhor, amores de cinema, apenas pessoas normais, sofrendo, sorrindo e vivendo.
Obviamente que isso afasta uma imensa quantidade de público, uma vez que estas pessoas preferem ir ao cinema para viver a fantasia e fugir da realidade. Isso, em minha opinião, é uma pena, pois filmes como Não Se Preocupe, Estou Bem!, passam longe dos nossos cinemas, possuem cópias limitadíssimas nas locadoras e ficam normalmente, cheias de pó e esquecidas.
Mas vamos falar do filme, um excelente e doloroso filme Veja Mais… »
O Escafandro e a Borboleta não é um filme fácil, aliás, é um filme altamente pesado, lento e profundo.
O filme já começa pesado e com uma fotografia propositalmente sem orientação, confusa e sem foco, ou melhor, o filme começa pesado por causa desta fotografia, pois ali o diretor Julian Schnabel (Basquiat) praticamente nos coloca dentro do corpo do personagem principal e nos leva a viver intensamente aqueles momentos na vida de Jean-Dominique Bauby.
Vivemos os primeiros minutos do filme, praticamente dentro da cabeça de Jean-Dominique Bauby, vemos as Veja Mais… »
Entre os Muros da Escola venceu a Palma de Ouro de Cannes em 2008, foi indicado ao Oscar 2009 e ainda faturou o César de Melhor Roteiro Adaptado em 2009, e este, que humildemente escreve neste blog, esperava muito deste filme e não se decepcionou.
Se você for assistir o filme acreditando em se tratar de mais um filme que o professor assume uma turma perdida, de vândalos e estudantes que não querem nada com nada, e o professor consegue mudar a vida deles completamente, você esta enganado.
Entre os Muros da Escola é muito mais, mas muito mais que isso.
Entre os Muros é um filme que explora de forma crua e nua Veja Mais… »
Xavier: I’m French, Spanish, English, Danish. I’m not one, but many. I’m like Europe, I’m all that. I’m a real mess.
Como disse alguns dias atrás eu assisti Bonecas Russas antes de ver o Albergue Espanhol, e o primeiro é praticamente uma continuação deste aqui.
Assisti o Albergue, e não sei se é porque eu vi antes Bonecas Russas, mas me parece um daqueles raros casos que a continuação é melhor que o primeiro.
Gostei bastante de Albergue Espanhol, apesar de um começo um pouco lento Veja Mais… »
Xavier: If I think about all the girls I’ve known or slept with or just desired, they’re like a bunch of Russian dolls. We spend our lives playing the game dying to know who’ll be the last, the teeny-tiny one hidden inside all the others. You can’t just get to her right away. You have to follow the progression. You have to open them one by one wondering, “Is she the last one?”
Cometi um erro neste fim de semana, mas que pretendo corrigir ainda hoje ou durante a semana. Assisti o excelente Bonecas Russas antes do Albergue Espanhol, não que isso tenha me prejudicado, mas com certeza ajudaria entender algumas coisas, já que o filme é meio que uma continuação dos fatos.
Como já disse no parágrafo acima, achei o filme excelente. Um daqueles filmes Veja Mais… »
Quando Estou Amando é um filme dos mais agradáveis, dos mais puros e simpáticos que vi em 2009. Quando Estou Amando é um filme que merece ser visto pela presença especial e incrível de Gérard Depardieu e da beleza singela de Cécile De France.
Depardieu está absolutamente perfeito. Atua de uma forma tão natural que parece que ele é o verdadeiro Alain Moreau, e que ainda vive cantando em boates e bailes da terceira idade. Quando Depardieu está na tela, seu domínio é total, é da forma mais pura que ele se expressa, canta, fala e como abre a sua alma Veja Mais… »
Em minha opinião Há Tanto Tempo Te Amo merece sim o destaque e todo o alarde que teve, principalmente pela exuberante atuação de Kristin Scott Thomas.
O filme do novato Philippe Claudel em alguns momentos me parece como se estivéssemos lendo um livro, pois ele vai nos contanto fato por fato, acontecimento por acontecimento, deixa perguntas no ar aqui e já responde na página ou capítulo seguinte. Talvez isso seja um pouco de reflexo da sua vida literária, mas mesmo assim, nos apresentando as respostas e nos levando para o que pode ser óbvio, o filme funciona.
Funciona pela beleza da atuação de Kristin Scott Thomas (que concorreu ao Globo de Ouro). Sua atuação é forte e destemida. Sua Juliette Fontaine é sofrida, amargurada, mas mesmo assim Veja Mais… »
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